Porque mesmo com todas as rasteiras que a vida lhe dava, com todas as frustrações que os acontecimentos traziam, com todas as decepções que as pessoas lhe causavam, ela sorria um sorriso leve e bonito, de uma orelha até a outra. Porque ser feliz e capaz de enfrentar a vida com leveza ultrapassa qualquer adversidade, ela havia aprendido aos poucos.
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domingo, 8 de maio de 2011
domingo, 27 de março de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
Nota pessoal
Hoje não tenho um texto nem nada, só um comentário sobre como não desistir pode trazer a você grandes surpresas. Tanta coisa se passou pela minha cabeça nos últimos tempos que eu nem sei como que consegui parar, respirar e organizar as idéias. Família, amigos, obrigada por estarem na minha vida!
Ainda bem que depois de uma ventania a brisa fica mais leve, nos traz mais paz. E é isso que eu estou sentindo agora: paz. Depois de várias tentativas, consegui a aprovação que tanto queria. "Futura médica", é só o que eu escuto agora de várias pessoas. E que assim seja.
Não importa quantas vezes a gente tenha que cair, a gente sempre tem que aprender a se erguer e continuar. Com arranhões, não importa: estão ali pra mostrar que não desistimos. E, ao chegar onde queremos, olhamos para esses cortes pensando "que bom que estão aqui, pra mostrar que não me entreguei".
Sem mais, só um pedido: não desistam, seja lá do que for. Quando o que queremos acontece, a sensação de plenitude que a gente sente supera qualquer temor que havia antes.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Sobre mormaços e sorvetes.
Adoro esse cheirinho, apesar da chuva ter sido maior mentira, só pra eu ficar na ilusão. É tão ruim coisa assim, né? Que alegra um pedacinho mas logo vai embora, deixa só o gostinho. Que nem sorvete: se você não aproveitar logo, ele derrete. Passa, que nem essa chuvinha. Tem que aproveitar pra ouvir enquanto dá... Mas, assim como no sorvete resta o caldinho, da chuvinha resta o mormaço.
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Pensando com meus botões.,
Pequenas grandes indagações.
domingo, 26 de julho de 2009
Quebrando o ritmo.
Passo, passo, passo, passo, passo.
As mãos suando não querem dizer nada, porque é assim que tem que ser.
- É isso. Termina aqui.
Passo, passo, passo, passo, passo.
Fechou a porta. A única coisa descompassada era seu coração.
As mãos suando não querem dizer nada, porque é assim que tem que ser.
- É isso. Termina aqui.
Passo, passo, passo, passo, passo.
Fechou a porta. A única coisa descompassada era seu coração.
domingo, 3 de agosto de 2008
Sobre o direito de permanecer calado
"- Ei, ei, eu tenho o direito de permanecer calado!
- O direito você tem, o que você não tem é a capacidade."
Liberdade de expressão. Tantos falam sobre ela, tantos clamam por ela, tantos a desejam, tantos a possuem - ou pensam possuir, mas aí já são outros quinhentos. Ela parece sempre o tema a ser discutido. Quer dizer algo e tem medo de ser repreendido? Grite a plenos pulmões: "liberdade de expressão!" e seja feliz. Tem medo de magoar alguém com uma opinião? Dê os ombros e diga "liberdade de expressão, que posso fazer?". Tiro e queda.
Muito bonito, muito bonito. Mas acho que há algo tão importante quanto a tal liberdade: o direito de ficar calado - que em alguns casos pode ser convertido em dever. Direito que nos é dado e que muitos fazem que nem o possuem.
Vivemos em meio a um mundo de opiniões, das mais variadas possíveis e sobre os mais variados assuntos. E parece que é uma necessidade emitir opinião sobre tudo. Digo, possuir opinião todos possuem, mesmo que não queiram. Externá-la é outra coisa. Não sei, às vezes sinto que há pessoas que vivem para mostrar como opinam sobre tudo. Possuem discursos e mais discursos para mostrar como suas opiniões são válidas, o motivo de as terem, e ainda com direito a umas pequenas "alfinetadas" para os que deles discordam.
Céus, é tão importante assim ter as opiniões estampadas na testa para quem quiser ver?
Argumentar, dialogar, ver as coisas de diferentes pontos de vista, conhecer pareceres diversos, e outras coisas é realmente muito bom. Nada como uma conversa onde diferentes opiniões são mostradas. Mas, tenha santa paciência, ter que expor o que pensa sobre tudo não é necessário.
Falo, por exemplo, sobre quando não temos opiniões, ou quando precisamos pensar um pouco mais sobre elas. Ou sobre quando não sabemos se o efeito de nossas opiniões - o efeito de mostrá-las, digo - será o desejado, e preferimos guardá-las apenas para nós mesmos.
O direito de permanecer calado pode ser interpretado como o clássico "em cima do muro".
Mas aqui deixo claro: falo de tal direito não defendendo-o fervorosamente, porque não ter opiniões sempre é como ser um vegetal. "Vegetais, balancem os galhinhos, por favor". Mas ter que dividir o que se pensa com todos pode se tornar totalmente desnecessário.
Um exemplo, você anda despreocupado pela rua, quando um rapaz - ou moça, tanto faz - lhe interrompe e pergunta animadamente: "O que você acha do atual governo?". Surpreso, você repara que na folha que lhe é entregue há apenas duas opções: 'BOM' e 'RUIM'. Você sorri, finge que tem um compromisso e sai. Mas a pessoa lhe persegue até que você, vencido pelo cansaço, emite sua opinião, mesmo que contra sua vontade.
(Aqui faço um breve comentário: é impressionante como, depois de emitir uma opinião, ela parece ficar escrita em nossas testas, e ai de nós se mudarmos. Parece que um 'sim' ou um 'não' nos define de maneira permanente.)
Bem, o direito de permanecer calado é exatamente isso: algo que faz com que você não diga nada que possa vir a ser usado contra você, futuramente. Seria tão bom se alguns o usassem!
Mas deixa estar, aqui já ficaram opiniões demais. E tenho o direito de permanecer calada, não esqueço.
- O direito você tem, o que você não tem é a capacidade."
Liberdade de expressão. Tantos falam sobre ela, tantos clamam por ela, tantos a desejam, tantos a possuem - ou pensam possuir, mas aí já são outros quinhentos. Ela parece sempre o tema a ser discutido. Quer dizer algo e tem medo de ser repreendido? Grite a plenos pulmões: "liberdade de expressão!" e seja feliz. Tem medo de magoar alguém com uma opinião? Dê os ombros e diga "liberdade de expressão, que posso fazer?". Tiro e queda.
Muito bonito, muito bonito. Mas acho que há algo tão importante quanto a tal liberdade: o direito de ficar calado - que em alguns casos pode ser convertido em dever. Direito que nos é dado e que muitos fazem que nem o possuem.
Vivemos em meio a um mundo de opiniões, das mais variadas possíveis e sobre os mais variados assuntos. E parece que é uma necessidade emitir opinião sobre tudo. Digo, possuir opinião todos possuem, mesmo que não queiram. Externá-la é outra coisa. Não sei, às vezes sinto que há pessoas que vivem para mostrar como opinam sobre tudo. Possuem discursos e mais discursos para mostrar como suas opiniões são válidas, o motivo de as terem, e ainda com direito a umas pequenas "alfinetadas" para os que deles discordam.
Céus, é tão importante assim ter as opiniões estampadas na testa para quem quiser ver?
Argumentar, dialogar, ver as coisas de diferentes pontos de vista, conhecer pareceres diversos, e outras coisas é realmente muito bom. Nada como uma conversa onde diferentes opiniões são mostradas. Mas, tenha santa paciência, ter que expor o que pensa sobre tudo não é necessário.
Falo, por exemplo, sobre quando não temos opiniões, ou quando precisamos pensar um pouco mais sobre elas. Ou sobre quando não sabemos se o efeito de nossas opiniões - o efeito de mostrá-las, digo - será o desejado, e preferimos guardá-las apenas para nós mesmos.
O direito de permanecer calado pode ser interpretado como o clássico "em cima do muro".
Mas aqui deixo claro: falo de tal direito não defendendo-o fervorosamente, porque não ter opiniões sempre é como ser um vegetal. "Vegetais, balancem os galhinhos, por favor". Mas ter que dividir o que se pensa com todos pode se tornar totalmente desnecessário.
Um exemplo, você anda despreocupado pela rua, quando um rapaz - ou moça, tanto faz - lhe interrompe e pergunta animadamente: "O que você acha do atual governo?". Surpreso, você repara que na folha que lhe é entregue há apenas duas opções: 'BOM' e 'RUIM'. Você sorri, finge que tem um compromisso e sai. Mas a pessoa lhe persegue até que você, vencido pelo cansaço, emite sua opinião, mesmo que contra sua vontade.
(Aqui faço um breve comentário: é impressionante como, depois de emitir uma opinião, ela parece ficar escrita em nossas testas, e ai de nós se mudarmos. Parece que um 'sim' ou um 'não' nos define de maneira permanente.)
Bem, o direito de permanecer calado é exatamente isso: algo que faz com que você não diga nada que possa vir a ser usado contra você, futuramente. Seria tão bom se alguns o usassem!
Mas deixa estar, aqui já ficaram opiniões demais. E tenho o direito de permanecer calada, não esqueço.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Tudo que pode dar errado
Eu estava aqui sem fazer nada, assim, pra variar um pouquinho só. E cá me pego pensando: muitas coisas podem dar errado no dia que eu for fazer minha tão esperada prova de vestibular.
Eu sei, ela é só dia 23 de novembro, mas certas coisas ocupam uma mente desocupada (e isso ocupou a minha, foi inevitável, quando eu vi já estava aqui com todos os possíveis problemas na cabeça).
Primeiro: o despertar. Bom, eu sou bem tranqüila para certas coisas, mas não sei se no dia conseguirei manter a calma. Tenho medo de não acordar na hora certa, me atrasar e perder a prova (já tive até a visão de um portão se fechando nos últimos segundos, enquanto eu, naquela corrida espetacular, fico por alguns milímetros do lado de fora). Tenho um sono muito pesado. Acho que vou colocar todos os despertadores da casa (e comprar alguns mais, só pra garantir) para despertarem umas duas horas antes do necessário, para caso eu caia na tentação dos 'dez minutinhos a mais' eu não perca tanto. Vou armar um dispositivo que vai jogar água em mim. Vou mandar minha mãe gritar, minha irmã gritar, meu pai gritar, meus vizinhos gritarem. Em último caso, vou contratar uma pessoa pra me bater caso eu não queira acordar.
E há também a possibilidade de eu não conseguir dormir e estar muito mal no dia da prova, cochilando por cima da mesma. Não, não, não, isso não!
O café da manhã é outra coisa que me apavora. Até isso? É, até isso. Eu não costumo comer de manhã, a menos em momentos tensos. E esse, com certeza, vai ser um momento tenso. Vai que eu como algo que me faz mal? Visitas freqüentes ao banheiro durante a prova são algo potencialmente problemático. Isso me faz lembrar outra coisa: o jantar da noite anterior. Eu não quero perder a prova por não conseguir deixar o banheiro da minha casa. Nada de estripulias, então!
Mais uma coisa: quem vai me deixar. Bem, já falei com meus pais (sério, falei mesmo) que já escolhi qual dos dois me levará. Foi uma decisão não muito difícil, assumo. Espero que esteja tudo 'nos conformes' no dia com meus escolhido. E com o carro. Vai que o carro quebra antes de sair de casa? Ou pior, quebra no meio do caminho? É para isso que vai servir a minha ida adiantada em, pelo menos, meia hora do que o horário que deveria ser. Não admito falhas.
Chegando lá, superando todas as calçadas, buraços, portões, pessoas, enfim, na hora da prova. E se minha caneta falhar? Bom, claro que levarei mais de uma. Mas e se todas elas falharem? Não sou exagerada, só acho que se algo pode dar errado, temos que considerar essa possibilidade. Sem contar as lapiseiras que insistem em me odiar e quebrar nos piores momentos. E os lápis sempre me abandonam. As borrachas saltam das minhas mãos. Não consigo fazer nada sem uma garrafa com água, e tenho medo de molhar minha prova, visto que sou muito desastrada. Ai, céus, eu não achava que fosse tão complicado.
Acordar, comer, ir até lá, chegar, me acalmar, levar vinte canetas, quinze lapiseiras, sete lápis e três borrachas. Ah, e quatro garrafas com água (mas sem derramar, por favor!).
É melhor eu ir fazendo a listinha pra não esquecer de nada...
Eu sei, ela é só dia 23 de novembro, mas certas coisas ocupam uma mente desocupada (e isso ocupou a minha, foi inevitável, quando eu vi já estava aqui com todos os possíveis problemas na cabeça).
Primeiro: o despertar. Bom, eu sou bem tranqüila para certas coisas, mas não sei se no dia conseguirei manter a calma. Tenho medo de não acordar na hora certa, me atrasar e perder a prova (já tive até a visão de um portão se fechando nos últimos segundos, enquanto eu, naquela corrida espetacular, fico por alguns milímetros do lado de fora). Tenho um sono muito pesado. Acho que vou colocar todos os despertadores da casa (e comprar alguns mais, só pra garantir) para despertarem umas duas horas antes do necessário, para caso eu caia na tentação dos 'dez minutinhos a mais' eu não perca tanto. Vou armar um dispositivo que vai jogar água em mim. Vou mandar minha mãe gritar, minha irmã gritar, meu pai gritar, meus vizinhos gritarem. Em último caso, vou contratar uma pessoa pra me bater caso eu não queira acordar.
E há também a possibilidade de eu não conseguir dormir e estar muito mal no dia da prova, cochilando por cima da mesma. Não, não, não, isso não!
O café da manhã é outra coisa que me apavora. Até isso? É, até isso. Eu não costumo comer de manhã, a menos em momentos tensos. E esse, com certeza, vai ser um momento tenso. Vai que eu como algo que me faz mal? Visitas freqüentes ao banheiro durante a prova são algo potencialmente problemático. Isso me faz lembrar outra coisa: o jantar da noite anterior. Eu não quero perder a prova por não conseguir deixar o banheiro da minha casa. Nada de estripulias, então!
Mais uma coisa: quem vai me deixar. Bem, já falei com meus pais (sério, falei mesmo) que já escolhi qual dos dois me levará. Foi uma decisão não muito difícil, assumo. Espero que esteja tudo 'nos conformes' no dia com meus escolhido. E com o carro. Vai que o carro quebra antes de sair de casa? Ou pior, quebra no meio do caminho? É para isso que vai servir a minha ida adiantada em, pelo menos, meia hora do que o horário que deveria ser. Não admito falhas.
Chegando lá, superando todas as calçadas, buraços, portões, pessoas, enfim, na hora da prova. E se minha caneta falhar? Bom, claro que levarei mais de uma. Mas e se todas elas falharem? Não sou exagerada, só acho que se algo pode dar errado, temos que considerar essa possibilidade. Sem contar as lapiseiras que insistem em me odiar e quebrar nos piores momentos. E os lápis sempre me abandonam. As borrachas saltam das minhas mãos. Não consigo fazer nada sem uma garrafa com água, e tenho medo de molhar minha prova, visto que sou muito desastrada. Ai, céus, eu não achava que fosse tão complicado.
Acordar, comer, ir até lá, chegar, me acalmar, levar vinte canetas, quinze lapiseiras, sete lápis e três borrachas. Ah, e quatro garrafas com água (mas sem derramar, por favor!).
É melhor eu ir fazendo a listinha pra não esquecer de nada...
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quarta-feira, 28 de maio de 2008
Mano velho.
Será.
É.
Foi.
Ainda lembrava os versos de Cajueiro Pequenino.
Rápido, tudo passava como uma paisagem vista através da janela do carro, cada vez com maior velocidade. "Papai, não gosto de ir rápido assim".
Estava sentada no sofá, com os braços cruzados. "Emburrada", dizia a avó. Recusou pedir desculpas. Sua primeira demonstração de orgulho.
Mamãe chegou e disse: "Tenho uma surpresa". Pensei que era um brinquedo. Era uma irmã.
Eles cantavam. Não gostava. Nem dos apelidos. Era proibido brigar, mas ninguém nunca desconfiava dos acidentes.
Sentada no muro, esperando ele passar. A avó conversava com ela, mas as palavras fugiam de seus ouvidos. O mundo existia para esperá-lo. "Um lacinho para você". Sim, ele veio.
Corria. Corria. Corria. Parecia jamais chegar, e o som a deprimia. Todos já esperavam por ela.
Criava seu mundo. Era quem queria ser, só que loira.
Eles a protegiam. Tudo mudava quando era protegida por eles. "Pingo-de-flor, que comilão". Um belo sorriso. Tão pequena, mas já tinha achado um dos amores da sua vida.
"Mais põ, mamãe, mais põ".
Finalmente havia criado coragem. Deixos os pés descalços e aventurou-se. A areia molhada. Cuidado com as pedras. "Mamãe, mamãe, formigas, tira elas!".
Alimentar as galinhas era uma das suas atividades favoritas. Gostava de pensar que aqueles seres dependiam dela, da sua vontade para comerem. Ela as tinha em suas mãos.
"Ela é uma ótima menina!". Ah, mas fingia tão bem, ela sabia.
Olhe a taxa de permutação, veja. Ah, longe, longe.
É.
Foi.
Ainda lembrava os versos de Cajueiro Pequenino.
Rápido, tudo passava como uma paisagem vista através da janela do carro, cada vez com maior velocidade. "Papai, não gosto de ir rápido assim".
Estava sentada no sofá, com os braços cruzados. "Emburrada", dizia a avó. Recusou pedir desculpas. Sua primeira demonstração de orgulho.
Mamãe chegou e disse: "Tenho uma surpresa". Pensei que era um brinquedo. Era uma irmã.
Eles cantavam. Não gostava. Nem dos apelidos. Era proibido brigar, mas ninguém nunca desconfiava dos acidentes.
Sentada no muro, esperando ele passar. A avó conversava com ela, mas as palavras fugiam de seus ouvidos. O mundo existia para esperá-lo. "Um lacinho para você". Sim, ele veio.
Corria. Corria. Corria. Parecia jamais chegar, e o som a deprimia. Todos já esperavam por ela.
Criava seu mundo. Era quem queria ser, só que loira.
Eles a protegiam. Tudo mudava quando era protegida por eles. "Pingo-de-flor, que comilão". Um belo sorriso. Tão pequena, mas já tinha achado um dos amores da sua vida.
"Mais põ, mamãe, mais põ".
Finalmente havia criado coragem. Deixos os pés descalços e aventurou-se. A areia molhada. Cuidado com as pedras. "Mamãe, mamãe, formigas, tira elas!".
Alimentar as galinhas era uma das suas atividades favoritas. Gostava de pensar que aqueles seres dependiam dela, da sua vontade para comerem. Ela as tinha em suas mãos.
"Ela é uma ótima menina!". Ah, mas fingia tão bem, ela sabia.
Olhe a taxa de permutação, veja. Ah, longe, longe.
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Quando os sinais se desligam.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Cérebro é uma coisa, apêndice é outra.
Ando percebendo que o fato de pensar(ou, ao menos, tentar) incomoda, e muito, algumas pessoas, as quais gostariam de ter o controle da situação. Acho que o mundo hoje é o que é porque sempre houveram aqueles que souberam mandar e aqueles que sempre souberam aceitar sem questionar.
Ah, como eu gostaria que as pessoas soubessem que o cérebro não é órgão vestigial.
(Um dia, me disseram que eu não falo coisa com coisa. Eu continuei a andar.)
Ah, como eu gostaria que as pessoas soubessem que o cérebro não é órgão vestigial.
(Um dia, me disseram que eu não falo coisa com coisa. Eu continuei a andar.)
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domingo, 30 de março de 2008
'Oi, sou oca'
É engraçado como as pessoas pensam que sabem tudo. Todas elas, ocupadas demais em olharem para o próprio umbigo, preocupando-se em parecer mais bonitas e interessantes do que realmente são. Algumas delas devem ter na cabeça o equivalente ao número de pêlos de uma minhoca, de fato.
Dietas loucas, que muitas vezes resultam em distúrbios alimentares sérios. Obssessão pela juventude eterna, que pode causar o chamado 'não ando e sorrio ao mesmo tempo'. Algumas pessoas perderam de vez a capacidade de admirar as pequenas coisas, ver a beleza daquilo que é mais simples. Saber apreciar uma boa música, olhar para o céu (na medida do que a poluição torna possível) e enxergar alguma beleza.
Deveríamos tentar esquecer os conceitos de que beleza é um fator apenas físico, externo. Bonito é aquele que é gentil, e não o 'cara musculoso e popular'. Bonito é aquele que diz 'bom dia', que respeita, que sorri.
Mas parece que isso está fora de moda. Bom mesmo é ser atraente, ter os cabelos e corpos bonitos, rebolar até o chão, amar milhões e milhões de 'amigos', ir para festas, beber até cair, envolver-se em relacionamentos de festas, desconsiderar o valor das outras pessoas e o próprio valor.
Isso me lembra este pequeno texto, que não sei quem escreveu:
"Quer passar fome com dietas loucas só para ter o corpinho da Gisele Bündchen? Vai ficar horas dentro da academia na esperança de ficar que nem o Brad Pitt? Que tal ler todos os livros do mundo ou ainda gastar todo o seu dinheiro em coisas caras só para se passar por milionário?
Você acha mesmo que isso tudo vai te fazer mais especial? Pois te digo que nessa sociedade descartável, tudo o que é novo e excitante é superado em menos de dois pulos por algo mais novo ainda. E todo esse seu esforço para ser algo digno de publicação em capa de revista vai por água a baixo se você acreditar que o seu valor só existe dentro desses pilares.
Afinal, sempre haverá pessoas que são mais bonitas, mais ricas, mais gostosas, mais inteligentes, mais isso, mais aquilo do que você.
Então por que se preocupar tanto com essas coisas?"
Será que é tão importante assim ser belo, atraente e popular? Ser oca, mas com meu sorriso plástico arrasar corações? Bem, se isso é o necessário para ser feliz, acho que serei eternamente infeliz.
Dietas loucas, que muitas vezes resultam em distúrbios alimentares sérios. Obssessão pela juventude eterna, que pode causar o chamado 'não ando e sorrio ao mesmo tempo'. Algumas pessoas perderam de vez a capacidade de admirar as pequenas coisas, ver a beleza daquilo que é mais simples. Saber apreciar uma boa música, olhar para o céu (na medida do que a poluição torna possível) e enxergar alguma beleza.
Deveríamos tentar esquecer os conceitos de que beleza é um fator apenas físico, externo. Bonito é aquele que é gentil, e não o 'cara musculoso e popular'. Bonito é aquele que diz 'bom dia', que respeita, que sorri.
Mas parece que isso está fora de moda. Bom mesmo é ser atraente, ter os cabelos e corpos bonitos, rebolar até o chão, amar milhões e milhões de 'amigos', ir para festas, beber até cair, envolver-se em relacionamentos de festas, desconsiderar o valor das outras pessoas e o próprio valor.
Isso me lembra este pequeno texto, que não sei quem escreveu:
"Quer passar fome com dietas loucas só para ter o corpinho da Gisele Bündchen? Vai ficar horas dentro da academia na esperança de ficar que nem o Brad Pitt? Que tal ler todos os livros do mundo ou ainda gastar todo o seu dinheiro em coisas caras só para se passar por milionário?
Você acha mesmo que isso tudo vai te fazer mais especial? Pois te digo que nessa sociedade descartável, tudo o que é novo e excitante é superado em menos de dois pulos por algo mais novo ainda. E todo esse seu esforço para ser algo digno de publicação em capa de revista vai por água a baixo se você acreditar que o seu valor só existe dentro desses pilares.
Afinal, sempre haverá pessoas que são mais bonitas, mais ricas, mais gostosas, mais inteligentes, mais isso, mais aquilo do que você.
Então por que se preocupar tanto com essas coisas?"
Será que é tão importante assim ser belo, atraente e popular? Ser oca, mas com meu sorriso plástico arrasar corações? Bem, se isso é o necessário para ser feliz, acho que serei eternamente infeliz.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Doces ilusões
E cá estou eu, pensando com os meus botões. É bom, de vez em quando, parar pra pensar, mesmo que a gente não saiba muito bem no que isso vai dar. E me encontro, de repente, pensando em uma conversa que tive outro dia: será que as ilusões devem fazer parte das nossas vidas?Não falo daquelas ilusões que nos fazem perder a noção da realidade, nem daquelas que nos fazem abandonar a realidade, mas sim aquelas pequenas ilusões, aquelas onde nós podemos, por alguns instantes, realizar nossos mais secretos desejos, e figir um pouco da 'cruel realidade'.
Ilusões que às vezes podem parecer algo tão bobo para alguns, e que para nós valem tanto. Sejam amores fantásticos, pequenas realizações, desejos secretamente guardados, vontades, enfim...
Vale ressaltar, no entanto, que ilusões são boas apenas enquanto ainda temos a noção do que é real, já que de nada vale viver de ilusão.
Essas ilusões, algumas vezes, podem nos fazer querer não mais enfrentar a realidade, e nos habituar a viver em algo fantasioso. A realidade, mesmo sendo cruel e injusta algumas vezes, é necessária, pois nos faz crescer e amadurecer.
Ah, mas 'iludir-se' de vez em quando é até bom.
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